Dorne

Fonte: http://awoiaf.westeros.org/

Mapa de Dorne.

|DORNE

Dorne é uma grande península, correspondente à parte meridional de Westeros. A capital de Dorne é Lançassolar, e a região é governada pela Casa Martell, família essa que ainda se denominam Príncipe e Princesa, no estilo Roinar.

Dorne é a região mais quente de Westeros. É uma região pedregosa, montanhosa, árida e muito seca, e é lá que se localiza o único deserto de todos os Sete Reinos. Os rios dorneses favorecem a existência de algumas terras férteis e mesmo durante os verões mais longos, cai sempre um pouco de chuva que ajuda a manter a região habitável. A água no interior da região vale tanto quanto ouro, e os poços estão sob guarda com muita proteção.
As fronteiras de Dorne são o Mar de Dorne a norte, os Degraus (ilhas) a este e o Mar de Verão a sul. A cadeia montanhosa denominada de Montanhas Vermelhas separa Dorne do restante dos Sete Reinos por terra.
Existem duas passagens principais pelas Montanhas Vermelhas, uma que liga Dorne à Campina e outra que faz a ligação até às Terras da Tempestade.


Fonte: A Wiki of Ice and Fire/Wiki Game of Thrones Br


|A História de Dorne e do seu povo

Só um dornês poderá realmente conhecer Dorne, diz-se.

 O mais meriditional dos Sete Reinos também é o mais inóspito… e o mais estranho, aos olhos de qualquer homem educado na Campina, nas terras ocidentais ou em Porto Real. Pois Dorne é diferente, de mais formas do que as que podemos contar.

Vastos desertos de areia vermelha e branca, ameaçadoras montanhas onde passos traiçoeiros são guardados por povos traiçoeiros, um calor abafador, tempestades de areia, escorpiões, comida picante, veneno, castelos feitos de lama, tâmaras, figos e laranjas sanguíneas – essas coisas compreendem a maior parte do que o povo dos Sete Reinos conhece de Dorne. E todas essas coisas, existem, certamente, mas há neste antigo principado muito mais do que isso, pois ele tem uma história que remonta à Idade da Aurora.

As Montanhas Vermelhas, que compõe as suas fronteiras ocidental e setentrional, mantiveram Dorne separado do resto do reino ao longo de milhares de anos, embora os desertos também tenham desempenhado um papel. Atrás da muralha de montanhas, mais de três quartos de terra são um ermo árido. E a longa costa sul de Dorne também não é mais hospitaleira, visto ser na sua maior parte um emaranho de recifes e rochedos, com poucos ancoradouros protegidos. Os navios que aí aportavam, seja por escolha ou por sorte, encontravam pouco que os sustente; não há ao longo da costa florestas que forneçam madeira para reparações, a caça é escassa há poucas quintas e ainda menos aldeias onde seja possível obter previsões. Até a água doce é dificil de encontrar e os mares a Sul estão cheios de remoinhos e infestados de tubarões e lulas gigantes.

Não existem cidades em Dorne, embora a chamada cidade sombria que se agarra às muralhas de Lançassolar seja grande o suficiente para ser chamada de vila (uma vila feita de palha e lama, há que admitir). Maior e mais populosa, a Vila Tabueira na foz do Rio Sangueverde será aquilo que os dorneses têm que mais se aproxima de uma verdadeira cidade, se bem que seja uma cidade com tábuas em vez de ruas, na qual as casas, os palácios e as lojas são feitos de barcos de varejar, de barcaças e de navios mercantes, amarrados uns aos outros com cordas de cânhamo e flutuando com as marés.

O Arquimestre Brude, que nasceu e foi criado na cidade sombria que se aninha à sombra das muralhas semiarruinadas de Lançassolar, fez em tempo a famosa observação de que Dorne tem mais em comum com o Norte distante do que o que um e outro território têm com o que se estende entre eles. “Um é quente e o outro frio, mas esses antigos reinos de areia e neve disitnguem-se do resto de Westeros, pela História, cultura e tradição. Ambos são escassamente povoados em comparação com as terras intermédias. Ambos se agarram obstinadamente às suas próprias leis e tradições. Nenhum chegou realmente a ser conquistado pelos dragões. O Rei no Norte aceitou pacificamente Aegon Targaryen como seu suserano, ao passo que Dorne resistiu com valentia ao poderio dos Targaryen durante quase duzentos anos, antes de finalmente se submeter ao Trono de Ferro através de um casamento. Tanto os dorneses como os nortenhos são considerados selvagens pelos ignorantes dos cinco reinos ‘civilizados’ e celebrados pelo seu valor por aqueles que cruzam espadas com eles.”

Os dorneses gabam-se de que o seu é o mais antigo dos Sete Reinos de Westeros. Isso é verdade, de certo modo. Ao contrário dos ândalos, que chegaram mais tarde, os Primeiros Homens não eram marinheiros. Chegaram a Westeros não em dracares, mas a pé, pela ponte terrestre que o ligava a Essos – cujos restos são apenas hoje em dia os Degraus e o Braço Partido de Dorne. A pé ou a cavalo, as costas orientais de Dorne teriam inevitavelmente sido o local onde eles puseram pela primeira vez os pés em solo westeriosiano.

Poucos, contudo, decidiram permanecer aí, pois as terras que encontraram estavam longe de serem acolhedoras. Os filhos da floresta chamavam a Dorne a Terra Vazia e por bons motivos. A metade oriental de Dorne é principalmente coberta por matagal estéril, e o seu solo seco e pedregoso pouco dá a quem o cultiva, mesmo quando é irrigado. E quando se ultrapassa Vaith, Dorne ocidental não passa de um vasto mar de dunas irrequietas, que o sol aquece sem cessar, dando origem de tempos a tempos a violentas tempestades de areias capazes em minutos a carne aos ossos de um homem. Nem mesmo Garth Mão-Verde conseguiu fazer as flores desabrochar num ambiente tão duro e implacável, se as lendas contadas na Campina forem dignas de crédito. (As lendas de Dorne não fazem qualquer menção a Garth). Em vez disso, levou o seu povo para lá das montanhas até à fértil Campina que se estende atrás delas. A maior parte dos Primeiros Homens que foram atrás dele deitaram uma olhadela a Dorne e seguiram-no.

Mas nem todos. Houve alguns que viram beleza naquela terra forte, quente e cruel e decidiram fazer aí a sua casa. A maioria instalou-se ao longo das margens do rio a que chamaram Sangueverde. Embora fossem escassas quando comparadas com as do Vago, do Tridente ou da torrente de Água Negra, as águas do Sangueverde são realmente o sangue que dá vida a Dorne.

A maioria dos Primeiros Homens que decidiram permanecer em Dorne em vez de vaguear para norte e busca de terras mais doces instalaram-se perto das margens do Sangueverde, escavando canais e valas para levar as suas águas dadoras de vida às árvores e cultivos que plantaram. Outros preferiram habitar junto do Mar Estreito; as costas orientais de Dorne são mais amenas do que as meridionais e depressa nasceram muitas pequenas aldeias que se sustentavam de peixe e caranguejos.  Os mais irrequietos dos Primeiros Homens continuaram a avançar e fizeram as casas no sopé a sul das Montanhas Vermelhas, onde as tempestades que se dirigiam a norte costumavam despejar humidade, criando um fértil cinturão de verdura. Aqueles que fugiram mais refugiaram-se entre os picos, em vales ocultos e prados de alta montanha onde a erva era verde e doce. Só os mais corajosos e os mais loucos se atreveram a avançar para o interior, cruzando as profundas areias. Alguns destes encontraram água entre as dunas e ergueram fortalezas e castelos nesses oásis; os seus descendentes, séculos mais tarde, tornaram-se os Senhores dos Poços. Mas para cada homem que tropeçou num poço, cem terão certamente morrido de sede sob o abrasador sol de Dorne. Foi dessas origens que nasceram os três tipos diferentes de dorneses que conhecemos hoje. O Jovem Dragão, o Rei Daeron I Targaryen, deu-lhes os nomes pelos quais os conhecemos no seu livro A Conquista de Dorne. Chamou-lhes dorneses pedregosos, dorneses arenosos e dorneses salgados. Os dorneses pedregosos são o povo da montanha, de pele e cabelo claro, e descendem principalmente dos Primeiros Homens e dos ândalos; os dorneses arenosos habitam nos desertos e nos vales fluviais, com a pele bronzeada pelo ardente sol de Dorne; os dorneses salgados das costas, de cabelo escuro, esguios e com pele de cor de azeitona, são os que têm os costumes mais estranhos e mais sangue roinar. (Quando a Princesa Nymeria desembarcou em Dorne, a maior parte dos seus roinares preferiu permanecer perto do mar, que fora o seu lar durante tanto tempo, mesmo depois de Nymeria lhes queimar os navios.)


LANÇASSOLAR – A capital de Dorne


 

Este excerto foi retirado do livro O Mundo de A Guerra dos Tronos.

 

Ainda no livro poderás ficar a saber mais sobre:

  • A Quebra
  • Reinos dos Primeiros Homens
  • Os Ândalos Chegam
  • Espada da Manhã
  • A Chegada dos Roinares
  • Estranhos Costumes do Sul
  • Dorne contra os Dragões
  • … e ainda muitas outras curiosidades sobre Dorne e o seu povo.